A ESCRITA COMO RUPTURA: VOZ, CORPO E CRÍTICA EM EL PÁJARO MOTOSIERRA, DE KATHERINE PERZANT
Resumo
Este texto analisa El pájaro motosierra (2020), de Katherine Perzant, a partir de notas de pesquisa voltadas a seus procedimentos formais e temáticos, em diálogo com a história recente e com debates dos estudos culturais latino-americanos. A obra é compreendida como uma escrita híbrida, situada entre teatro, poesia e performatividade, que desloca a linguagem da representação para o acontecimento. Destacam-se a fragmentação textual, a centralidade da voz e a construção de uma subjetividade instável como efeitos da enunciação, articulados a experiências históricas de instabilidade e transformação. O corpo, especialmente o corpo feminino, emerge como espaço de vulnerabilidade e de produção de sentido, conectando linguagem, experiência e temporalidade histórica.
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