Feitiçaria na Medeia de Sêneca
DOI:
https://doi.org/10.17074/cpc.v1i50.67295Resumo
Os estudos contemporâneos de fenômenos como a feitiçaria e a magia têm se beneficiado dos aportes de campos como a antropologia e a etnografia. Com o objetivo de entender melhor certas representações dessa prática em materiais textuais legados pela Antiguidade greco-romana, é possível proceder a uma análise comparativa que destaque semelhanças e diferenças. Desse modo, torna-se possível propor um entendimento mais complexo de uma questão muitas vezes marcada pela intolerância e pela incompreensão. O objetivo deste artigo é se valer de uma abordagem filológico para avançar esse tipo de entendimento acerca da representação da feitiçaria na Medeia de Sêneca. A partir de uma apresentação dos aspectos tradicionais do seu mito (presente em obras tão variadas quanto as de Hesíodo, Eurípides, Apolônio, Ovídio e outros), destaca-se a centralidade da feitiçaria em termos simbólicos, dramáticos e mesmo estruturais para a tragédia senequiana. Segundo a interpretação aqui proposta, essa obra sugere que Medeia só alcança o seu estatuto de mito por meio da feitiçaria.
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