“UMA VIDA É POUCO PRA FAZER MÚSICA”

Conversa com Reginaldo Bessa

Autores

  • Reginaldo Bessa
  • Beatriz Bessa Unirio

Palavras-chave:

música negra brasileira, história de vida, cultura afro-brasileira

Resumo

No primeiro semestre de 2025, Beatriz Bessa ministrou a disciplina “Processos de Musicalização”, com a temática “Relações Étnico-Raciais: práticas e pensares”, no curso de graduação em Música do Instituto Villa-Lobos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Como parte das atividades, ela convidou o músico Reginaldo Bessa para que promovesse um bate papo interativo sobre suas vivências. Reginaldo é professor de música aposentado do município do Rio de Janeiro, licenciado em Música pela Unirio, cantor e compositor de inúmeras obras que versam sobre a cultura afrodescendente, além de muitas outras experiências musicais. O encontro aconteceu em 28 de maio de 2025 e, além de uma oportunidade de diálogo e troca de experiências com a turma de graduandos, foi momento de celebração da vida, da trajetória e da produção de Reginaldo e do que sua obra representa para a comunidade negra brasileira. Foi, também, uma oportunidade de refletirmos sobre legado e continuidade, uma vez que estavam lá Reginaldo e Beatriz, pai e filha, juntos, compartilhando, gentilmente, memórias e vivências que, embora pessoais, inspiram a pensar sobre identidade e racialização; memória coletiva e pertencimento; e sobre o corpo negro, enquanto corpo político, produzindo arte no Brasil. Fizemos a transcrição deste encontro e compartilhamos aqui neste texto, publicado originalmente na revista Pedagogia da Ancestralidade, nossa parceira. Esperamos que o relato deste encontro possa inspirar a outras pessoas, assim como foi tão potente para todos nós que estivemos juntos ali naquele momento.

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Publicado

29.09.2026

Edição

Seção

Aulas e palestras