Absence Of Evidence Is Not Evidence Of Absence: The Pirahã Case
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2017.v19n0a13608Resumo
Desde Everett (2005), as bases teóricas da Gramática Gerativa têm sido severamente atacadas. A mera possibilidade de existir uma língua sem auto-encaixamento foi entendida por muitas pessoas interessadas em linguística como uma prova cabal de que a noção de Gramática Universal é um construto teórico espúrio. No entanto, os argumentos para a não-existência de auto-encaixamento em Pirahã apoiam-se na indisponibilidade de evidências contrárias. A aceitação desse tipo de argumentação indica a necessidade de discussão sobre a validade de argumentos com peso científco dentro da linguística formal, pois ausência de evidência não é evidência de ausência. Diferentemente de muitas das língua analisadas neste volume, Pirahã apresenta poucas pistas morfológicas sobre sua estrutura sintática. Portanto, a sintaxe Pirahã não é transparente, e confar na simplicidade da língua (linguagem externa) para fazer julgamentos sobre a complexidade da gramática (linguagem interna) pode ser um passo falso. Neste artigo, mostramos que quando consideramos a interface sintaxe-semântica, focando em dependências interpretativas, encontramos evidências bastante robustas de auto-encaixamento em Pirahã. A beleza da gramática Pirahã, como um sistema computacional sistematicamente recursivo se revela, portanto, nos processos cognitivos abstratos realizados por seus falantes.Downloads
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