Tradução e invenção: Gonzaga Duque e a crítica de arte simbolista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2020.v22n1a31368

Palavras-chave:

Crítica de arte, Tradução intersemiótica, Gonzaga Duque, Literatura e pintura, Simbolismo.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo refletir sobre algumas especificidades de um tipo de texto situado entre o ensaístico e o comentário: a crítica de arte praticada por um crítico-escritor do simbolismo brasileiro, Gonzaga Duque (1863 – 1911). Na esteira teórica de autores como Dario Gamboni (1991), Françoise Lucbert (2005) e Liliane Louvel (2006), dentre outros, trata-se de perceber os modos como o crítico de arte simbolista opera uma tradução intersemiótica, passando do icônico ao verbal, ao descrever os quadros a que se refere. Se a pintura detém o poder de transformar a linguagem da crítica de arte por meio de uma “tradução” dos efeitos picturais das obras comentadas, tal tradução residiria na adaptação da materialidade do quadro para a realidade do texto, através das evocações poéticas que prolongariam a experiência estética. É o que faz Gonzaga Duque em relação às obras de pintores como Félicien Rops, Puvis de Chavannes e Helios Seelinger, por meio de uma crítica de arte simbolista que  transforma a substância pictórica em texto poético de forma criativa.

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Biografia do Autor

André Soares Vieira, Universidade Federal de Santa Maria

Possui doutorado em Letras, Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (2005) e Pós-doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG (2011) e em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, (2019). É professor associado 4 do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria. Integra, como pesquisador, o Grupo de Pesquisa e o Núcleo de Estudos sobre Intermidialidade (CNPq/UFMG). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: tradução intersemiótica, descrições picturais, transposição e adaptação no discurso sobre arte em críticas e obras literárias, literatura e outras artes, literatura e cinema, intermidialidade, além de Língua e Literatura Francesa. 

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Publicado

2020-09-21

Como Citar

SOARES VIEIRA, André. Tradução e invenção: Gonzaga Duque e a crítica de arte simbolista. Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, v. 22, n. 1, p. 334–344, 2020. DOI: 10.35520/diadorim.2020.v22n1a31368. Disponível em: https://www.revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/31368. Acesso em: 7 jun. 2026.

Edição

Seção

Dossiê de Literatura/Literature Dossier