Temporalidades encruzilhadiças: sobre as perspectivas de tempo africano e seus desdobramentos na afrodiáspora brasileira
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n2a68062Resumo
No presente artigo, aborda-se, a partir da investigação científica por meio de textos e da análise crítico-literária do texto Death and the King’s Horseman, do escritor nigeriano Wole Soyinka (2010), as perspectivas de tempo e espaço africanos e os seus desdobramentos na diáspora africana no Brasil. Partindo das observações, explora-se a os conceitos de espaço, seguindo, maiormente, das contribuições feitas pelos pesquisadores Milton Santos (2001), Muniz Sodré (2019) e Ediho Lokanga (2021); como também o conceito de tempo, dialogando, principalmente com Jhon Mbiti (1989), Babalola e Olusegun Alokan (2013), Fayemi Kazeem (2016), Leda Maria Martins (2021), Tiganá Santos (2019) e Juana Elbein (2012). O objetivo do trabalho foi compreender de que maneira as perspectivas de tempo e espaço africanos gestaram perspectivas de tempo e espacialidades outras na diáspora africana no Brasil, rompendo, assim, com a construção de tempo linear, fruto de uma concepção eurocêntrica, implementada a partir da colonização e do regime escravocrata. Para isso, além do texto literário do Wole Soyinka, para pensar o contexto brasileiro, partiu-se da observação dos Terreiros de Candomblé, como fonte de materialidade dessa herança africana. Como resultado parcial do estudo, chegou-se ao conceito de tempo-imagético-espiralar, sendo este fruto das contribuições africanas no cenário do Brasil, partindo, maiormente, dentre outros aspectos, da análise do inkisi Kitembo, da feitura do santo, e do orixá Exú.
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