Despojos de indeciso uso: poesia e epistemologia
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n2a68142Resumo
Este artigo propõe reflexões sobre inovações epistêmicas vigentes na obra poética Lavra (Poesia Reunida 1970/2000), do escritor angolano Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010). Com base na leitura crítico-analítica do poema “De como os europeus, no século XV, violaram o Sudão Ocidental”, o texto abordará a temática do tempo e as ferramentas formais da linguagem utilizadas para desconstruir os paradigmas tradicionais acerca de determinadas narrativas históricas. Por meio de aportes teóricos, como Thiong’o (1994), Benjamin (1996), Achebe (2016), Mignolo (2003), Mbembe (2014 e 2023), e Martins (2021), o artigo busca pensar um projeto ético-estético que repensa a história a partir de novas epistemes, pautadas no erotismo, na imagem poética e na técnica cinematográfica.
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