Panorama linguístico angolano: da colonização à pós-independência
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n2a68595Resumo
Este artigo tem como objetivo apresentar um panorama geral do contexto sociolinguístico angolano, desde o período colonial até a atualidade, com foco na ascensão da língua portuguesa e na situação das línguas autóctones. Para tal, parte-se da chegada do português ao território angolano durante a colonização, abordando sua imposição como língua oficial e de ensino, bem como os efeitos das políticas linguísticas coloniais e pós-independência, com base em (Zau, 2011; Samuels, 2011; Nascimento; 2016; Oliveira, 2018; Bernardo, 2018). O estudo demonstra que a expansão do português em Angola se deu por meio de políticas linguísticas consistentes para sua promoção, enquanto, paralelamente, observam-se ações de exclusão e desvalorização das línguas autóctones, reveladas na ausência de políticas eficazes de promoção ou inclusão delas no sistema de ensino, sobretudo nas zonas urbanas. Nesse sentido, defende-se a necessidade urgente de políticas de revitalização e valorização das línguas autóctones, com o objetivo de preservar o multilinguismo e assegurar o reconhecimento das línguas nativas como parte fundamental da riqueza linguística de Angola. Não obstante a isso, reconhece-se a importância do português como língua de unificação nacional e de comunicação internacional, todavia, sustenta-se que isso não deve ocorrer em detrimento das demais línguas faladas no país. Assim, propõe-se um olhar mais inclusivo sobre o panorama linguístico angolano, que contemple a diversidade linguística como um elemento central na construção de uma identidade nacional.
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