Singularidades de uma personagem da banda desenhada:
a sobrevida de Corto Maltese
DOI:
https://doi.org/10.35520/metamorfoses.2025.v22n01a67404Resumo
Criado por Hugo Pratt em 1967 nas páginas da revista italiana Sgt. Kirk, Corto Maltese é uma das mais fascinantes personagens do admirável mundo da banda desenhada, não só pela vida que lhe deu o seu autor, mas, principalmente, pela sobrevida que lhe concedem outros companheiros de ofício, ou de quase o mesmo ofício. Em migrações que se estendem das histórias aos quadradinhos a narrativas mais ou menos longas, com incursões pela moda, pela filatelia ou pela música, entre outras, o marinheiro de Malta tem vindo a adquirir uma extraordinária notoriedade nos mais variados domínios artísticos. Acima de tudo, o sempre solitário e errante herói tem vindo a impor-se no imaginário coletivo como uma quase pessoa, em estatuto recentemente também garantido por Mário Cláudio com a publicação das suas Memórias secretas (2018), em cujas páginas se aliam facto e ficção, numa verdade que nunca é certeza e numa dúvida que se perpetua pelo tempo.
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