Poéticas afrofuturistas em produções contemporâneas

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DOI:

https://doi.org/10.35520/mulemba.2026.v18n34e72690%20

Resumo

Este artigo se configura como ensaio de mapeamento crítico acerca do estado da questão sobre poéticas afrofuturistas em produções contemporâneas, articulando debate conceitual e leitura de objetos interartes. Parte-se da formulação do termo por Mark Dery (1994), em Black to the Future, e de suas reapropriações críticas em Ytasha L. Womack (2013), em Afrofuturism: the world of black sci-fi and fantasy culture, a fim de discutir o apagamento de corpos negros nas narrativas futuristas e a disputa pela imaginação do devir. Em seguida, relaciona-se tal quadro ao problema da colonialidade e de seus regimes de representação, com apoio em Kehinde Andrews (2023), em A nova era dos impérios: como o racismo e o colonialismo ainda dominam o mundo, e em Françoise Vergès (2023), em Decolonizar o museu: programa de desordem absoluta, notadamente no conceito de “presença espectral”. No plano teórico, a reflexão mobiliza Fredric Jameson (2021), em Arqueologias do futuro: o desejo chamado utopia e outras ficções científicas, e Adam Roberts (2018), em A verdadeira história da ficção científica: do preconceito à conquista das massas, para examinar a ficção científica como forma de pensar política, temporalidade e tecnologia. No plano analítico, o texto aproxima produções da cultura pop e da literatura, discutindo Beyoncé, Lorraine O’Grady (1983), Pantera Negra (2018) e narrativas afrofuturistas como Octavia Butler (2020), Nnedi Okorafor (2021) e Fábio Kabral (2017), além de indicar reverberações no Brasil.

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Publicado

2026-07-24

Edição

Seção

Diálogos Interartes: imagem, história, legibilidade