Canto da lira quebrada por Francisco Guita Jr. e Lara Sousa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/mulemba.2026.v17n34a233786

Resumo

O artigo se propõe a refletir acerca da imagem das ruínas em duas obras artísticas contemporâneas de Moçambique, tanto no âmbito da literatura como no do cinema. Com base na poesia do escritor Guita Jr. e no filme Fin (2018), da cineasta Lara Sousa, pretendemos analisar como a imagem das ruínas aparece nos dois autores, seja pela imagem poética, seja pela imagem fílmica, procurando as semelhanças e dessemelhanças entre elas. Como ponto de partida para tal análise, valemo-nos do pensamento da pesquisadora Martha Alkimin, ao afirmar: “mirar a ruína, esse algo que foi e segue sendo um estranho de nós. Avançar lentamente em sua direção, ali onde o passado, o presente e o futuro atam-se em sincronia numa experiência imaginante” (Ruína: Literatura e pensamento, 2023, p. 19). Portanto, mirar as ruínas é ter um olhar atravessado pelo passado histórico, o presente, as memórias, as lacunas, e, principalmente, um futuro para imaginar. E é diante desses atravessamentos que enveredaremos na leitura da poesia de Guita Jr. e do filme de Lara Sousa.

PALAVRAS-CHAVE: ruína; poesia moçambicana; cinema moçambicano; diálogo interartes

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Publicado

2026-07-24

Edição

Seção

Diálogos Interartes: imagem, história, legibilidade