PAISAGENS DE MEMÓRIA EM SÃO PAULO, O CASO DO DOI-Codi/SP

DOI 10.64082/phs.2024.02.4.6

Autores

  • SILVIO OKSMAN Universidade de São Paulo
  • ANDRÉS ZARANKINI UFMG
  • FERNANDA LIMA UFMG
  • DEBORAH NEVES UNIFESP
  • ALINE CARVALHO UNICAMP
  • CLAUDIA R PLENS UNIFESP

Resumo

Este artigo analisa o percurso da preservação do edifício das antigas instalações da Oban/Doi-Codi, dentro de um enfoque arqueológico, no qual a materialidade é protagonista. Para isso discutimos o processo de tombamento do conjunto das instalações da Oban/Doi-Codi, em São Paulo, até o presente momento. Como baliza para análise, tomaremos de forma crítica as práticas e as políticas de preservação material do patrimônio cultural no Brasil. Iniciadas com a criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1937, ganharam novos significados a partir da Constituição de 1988; que ampliou significativamente o conceito de patrimônio cultural. A Carta Magna de 1988 reconhece não apenas bens materiais, mas também imateriais como basilares para a preservação das identidades e memórias dos diversos grupos sociais do Brasil. De forma pioneira quando analisamos o contexto internacional, a Constituição de 1988 trouxe novas compreensões sobre a importância política do direito à memória. Para isso, destaca a importância da inclusão de práticas culturais coletivas e lugares simbólicos na preservação da memória e identidade nacional, indo além da arquitetura tradicional e entendendo o patrimônio como uma categoria única, para além da divisão artificial entre material e imaterial que tanto marcou os debates entre instituições como o IPHAN e o que hoje denominamos de Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Para além da análise do percurso de preservação, discutiremos as complexidades e desafios envolvidos na criação de um memorial no espaço do antigo DOI-Codi. Essa questão é explorada a partir das perspectivas da arqueologia e da museologia, enfatizando a importância de considerar a preservação e interpretação desse espaço histórico de forma cuidadosa e contextualizada. Palavras-Chaves: Patrimônio; Lugares de memória; Ditadura; DOI-Codi-SP

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Biografia do Autor

SILVIO OKSMAN, Universidade de São Paulo

Arquiteto e Urbanista pela Universidade de São Paulo (1998), com mestrado, doutorado e pós-doutorado na mesma área, também pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Ibmec SP.

ANDRÉS ZARANKINI, UFMG

Professor Titular FAFICH-UFMG (Departamento Antropologia e Arqueologia). Antropólogo (Orientação em Arqueologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, Doutor em História na Unicamp e Pós-doutor em Arqueologia no CONICET.

FERNANDA LIMA, UFMG

Historiadora (História pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP), Mestre História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Doutora em História (Universidade Estadual de Campinas - Unicamp) e Pós-doutoranda em Arqueologia (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG).

DEBORAH NEVES, UNIFESP

Historiadora -Bacharel e licenciada (Universidade de São Paulo), Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo, Doutora em História (UNICAMP), Pós-Doutorado na UNIFESP, Especialista em Investigación en História Reciente (Caicyt-Argentina) e Gestão do Patrimônio Cultural pela UNIFAI. Pesquisadora de, bolsista Fapesp.

ALINE CARVALHO, UNICAMP

Pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp (NEPAM), Coresponsável pelo Laboratório Interdisciplinar do Patrimônio, Comunidades e Ambiente (LIPAC/ - Nepam Unicamp). Docente dos programas de Pós-graduação em História(IFCHUnicamp) e em Ambiente e Sociedade (Nepam/Unicamp). Mestra em História Cultural (História-IFCH Unicamp, Doutora (Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais - Nepam-IFCH Unicamp)

CLAUDIA R PLENS, UNIFESP

Arqueóloga. Professora Associada 3 da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, Departamento de História (Arqueologia Histórica), Coordenadora do Laboratório de Estudos Arqueológicos (LEA UNIFESP), Professora da Licenciatura Intercultural Indígena (LINDI/UNIFESP) e do Programa de Pós-Graduação em História da UNIFESP.

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Publicado

2026-03-04