PAISAGENS DE MEMÓRIA EM SÃO PAULO, O CASO DO DOI-Codi/SP
DOI 10.64082/phs.2024.02.4.6
Resumo
Este artigo analisa o percurso da preservação do edifício das antigas instalações da Oban/Doi-Codi, dentro de um enfoque arqueológico, no qual a materialidade é protagonista. Para isso discutimos o processo de tombamento do conjunto das instalações da Oban/Doi-Codi, em São Paulo, até o presente momento. Como baliza para análise, tomaremos de forma crítica as práticas e as políticas de preservação material do patrimônio cultural no Brasil. Iniciadas com a criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1937, ganharam novos significados a partir da Constituição de 1988; que ampliou significativamente o conceito de patrimônio cultural. A Carta Magna de 1988 reconhece não apenas bens materiais, mas também imateriais como basilares para a preservação das identidades e memórias dos diversos grupos sociais do Brasil. De forma pioneira quando analisamos o contexto internacional, a Constituição de 1988 trouxe novas compreensões sobre a importância política do direito à memória. Para isso, destaca a importância da inclusão de práticas culturais coletivas e lugares simbólicos na preservação da memória e identidade nacional, indo além da arquitetura tradicional e entendendo o patrimônio como uma categoria única, para além da divisão artificial entre material e imaterial que tanto marcou os debates entre instituições como o IPHAN e o que hoje denominamos de Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Para além da análise do percurso de preservação, discutiremos as complexidades e desafios envolvidos na criação de um memorial no espaço do antigo DOI-Codi. Essa questão é explorada a partir das perspectivas da arqueologia e da museologia, enfatizando a importância de considerar a preservação e interpretação desse espaço histórico de forma cuidadosa e contextualizada. Palavras-Chaves: Patrimônio; Lugares de memória; Ditadura; DOI-Codi-SP
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