COMEMORAR AUGUSTO

MEMÓRIA E HISTORIOGRAFIA EM SEUS BIMILENÁRIOS – DA MOSTRA AUGUSTEA DELLA ROMANITÀ (1937) ÀS CELEBRAÇÕES DO BIMILENÁRIO DA MORTE (2014)

Autores

Palavras-chave:

Culto della romanità, Mito fascista da romanidade, Augusto, Mussolini, Mostra Augustea della romanità, Comemorações

Resumo

O texto analisa as comemorações em torno de Augusto, destacando sua relação com a construção da memória histórica e seus usos políticos em diferentes contextos. Parte da ideia de que comemorar implica um exercício de rememoração que reinscreve o passado no presente, mobilizando sentidos e valores conforme as demandas de cada época. O estudo concentra-se especialmente no bimilenário do nascimento de Augusto (1937-1938), promovido pelo regime fascista italiano. Nesse contexto, a Mostra Augustea della Romanità emerge como principal evento, concebida como instrumento de propaganda que associava Augusto a Mussolini e a Roma antiga ao projeto fascista. O texto também aborda o bimilenário da morte de Augusto, em 2014, marcado por iniciativas acadêmicas e culturais em escala global, com menor carga ideológica e maior diversidade interpretativa. Por fim, conclui que tais comemorações revelam menos sobre o passado romano em si e mais sobre os interesses, agentes e contextos que mobilizam a memória de Augusto, continuamente reinterpretada ao longo do tempo.

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Biografia do Autor

Glaydson José da Silva, Universidade Federal de São Paulo

Possui graduação em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996) e mestrado e doutorado, também em História, pela Universidade Estadual de Campinas (2001 e 2005, respectivamente), tendo desenvolvido estágio doutoral em História e Arqueologia (Sanduíche) junto ao Musée des Antiquités Nationales de Saint Germain-en-Laye (2003-2004), na França. Realizou pós-doutoramentos junto à Universidade Estadual de Campinas (entre janeiro de 2006 e dezembro de 2010, com apoio financeiro da FAPESP até fevereiro de 2008) e junto à Universidade de São Paulo (entre março de 2017 e fevereiro de 2018). Entre novembro de 2011 e março de 2012, com apoio financeiro da FAPESP, realizou estágio de pesquisa pós-doutoral na França. Foi professor Adjunto-A da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - Paraná, entre abril e junho de 2008. Atualmente é professor Associado da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Guarulhos. Foi pesquisador colaborador do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas universidade na qual ministrou disciplinas de Teoria da História e exerceu, de março de 2007 a abril de 2009, a função de Diretor Associado do Centro de Estudos e Documentação do Pensamento Antigo Clássico, Helenístico e de sua Posteridade Histórica; foi Diretor deste mesmo Centro entre abril de 2009 e outubro de 2011 e, desde fevereiro de 2018, reassumiu as funções de Diretor Associado. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Antiga, atuando, principalmente, nos seguintes temas: tradições interpretativas em História Antiga, relações entre Antiguidade e modernidade/leituras contemporâneas do mundo antigo, História das extremas direitas na França. Foi coordenador nacional do Grupo de Trabalho de História Antiga, da ANPUH (2011-2013). É avaliador do Ministério da Educação para fins de autorização, reconhecimento e credenciamento de cursos de História. É membro da equipe responsável pela implantação da Proposta Curricular de História para o Ensino fundamental e Médio do Estado de São Paulo (2007-2008). É autor de livros didáticos. É editor da Heródoto - Revista do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Antiguidade Clássica e suas Conexões Afro-Asiáticas - periódico bilingue da Universidade Federal de São Paulo. É coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Antiguidade Clássica e suas Conexões Afro-asiáticas, da EFLCH/Unifesp. É assessor ad hoc da FAPESP. (Fonte: Currículo Lattes)

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Publicado

2026-07-18

Como Citar

SILVA, Glaydson José da. COMEMORAR AUGUSTO: MEMÓRIA E HISTORIOGRAFIA EM SEUS BIMILENÁRIOS – DA MOSTRA AUGUSTEA DELLA ROMANITÀ (1937) ÀS CELEBRAÇÕES DO BIMILENÁRIO DA MORTE (2014). PHOÎNIX, [S. l.], v. 32, n. 1, p. 112–139, 2026. Disponível em: https://www.revistas.ufrj.br/index.php/phoinix/article/view/73158. Acesso em: 3 ago. 2026.

Dados de financiamento