COMEMORAR AUGUSTO
MEMÓRIA E HISTORIOGRAFIA EM SEUS BIMILENÁRIOS – DA MOSTRA AUGUSTEA DELLA ROMANITÀ (1937) ÀS CELEBRAÇÕES DO BIMILENÁRIO DA MORTE (2014)
Palavras-chave:
Culto della romanità, Mito fascista da romanidade, Augusto, Mussolini, Mostra Augustea della romanità, ComemoraçõesResumo
O texto analisa as comemorações em torno de Augusto, destacando sua relação com a construção da memória histórica e seus usos políticos em diferentes contextos. Parte da ideia de que comemorar implica um exercício de rememoração que reinscreve o passado no presente, mobilizando sentidos e valores conforme as demandas de cada época. O estudo concentra-se especialmente no bimilenário do nascimento de Augusto (1937-1938), promovido pelo regime fascista italiano. Nesse contexto, a Mostra Augustea della Romanità emerge como principal evento, concebida como instrumento de propaganda que associava Augusto a Mussolini e a Roma antiga ao projeto fascista. O texto também aborda o bimilenário da morte de Augusto, em 2014, marcado por iniciativas acadêmicas e culturais em escala global, com menor carga ideológica e maior diversidade interpretativa. Por fim, conclui que tais comemorações revelam menos sobre o passado romano em si e mais sobre os interesses, agentes e contextos que mobilizam a memória de Augusto, continuamente reinterpretada ao longo do tempo.
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Referências
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