A utilização do silêncio como deslocamento das convenções nos filmes de terror

The use of silence as a displacement of conventions in horror films

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61358/policromias.2026.v11n1.66422

Palavras-chave:

Terror, Silêncio, Convenção, Regimes da arte, Modelos de eficácia

Resumo

Caracterizado por estrondos e música dissonante, o gênero cinematográfico do terror tradicionalmente utiliza sons de baixa intensidade ou silêncio somente como antecipação do efeito de jump scare. Em filmes mais recentes, contudo, nota-se maior presença do silêncio, inclusive como tema central do enredo. Buscando identificar como o silêncio pode estar deslocando as convenções deste gênero, realizou-se uma análise audiovisual dos filmes “Um lugar silencioso” (2018) e “Hush” (2016), tomando como referência as formas de representação do silêncio cinematográfico, identificadas por Pires e Villa. Com base na análise realizada, recorremos aos conceitos propostos por Jacques Rancière, relacionados aos regimes da arte, buscando identificar o modelo de eficácia que prevalece em cada um destes filmes: a eficácia de um efeito ou a eficácia de uma suspensão, modelo este que perturba as convenções do gênero por renunciar à certeza de causar um efeito determinado. Identificamos o primeiro modelo em “Um lugar silencioso” e o segundo em “Hush”. Ainda não é possível afirmar, contudo, se o que está em curso é uma transformação do gênero como um todo.

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Biografia do Autor

Alexandre Remuzzi Ficagna, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Nasceu em 1983 na cidade de Realeza, interior do Paraná. É compositor, professor e pesquisador. Possui graduação em Música/Licenciatura pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestrado e doutorado em Música/Processos Criativos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente é professor no Departamento de Música e Teatro da UEL, onde leciona disciplinas de Linguagem e Estruturação Musical, além de ministrar a disciplina Expressão Sonora III para o curso de Artes Cênicas/Bacharelado. É coordenador do projeto de pesquisa em composição musical ?Botequim de Música Contemporânea: diálogos inter-composicionais?. Possui peças estreadas em diversas cidades do Brasil, como Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Natal. Em 2012 teve sua peça "Estudo", para quarteto de clarinetes, estreada no I Encontro Internacional de Música de Câmara em Évora, Portugal. No mesmo ano participou da coletânea de peças didáticas "Violoncelo XXI" com o dueto ?Ligetianina?. Em 2013 recebeu menção honrosa do Prêmio G.E.R.M.I. com a peça "Escondido num ponto". Foi contemplado com o Prêmio Funarte de Composição Clássica nas edições de 2010 e 2014. Em 2016 a peça "Inquietações" foi gravada no CD ?Clarinete Solo Brasileiro?, de Jairo Wilkens, a quem ela é dedicada. Foi um dos 12 latino-americanos selecionados para a Residência Germina.Cciones Chile 2019, conduzida por Luca Beslcastro. Além de Wilkens, teve obras interpretadas por Abstrai Ensemble, Fábio Prèsgrave, Fabrício Ribeiro, Orquestra da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL), além da obra ?swing! Out! To fear!?, composta em colaboração com o mut657, quarteto londrinense dedicado ao free jazz e à improvisação livre, e registrada no CD "Lógica do Acontecimento".

Clarice Treml Gomes, Universidade Estadual de Londrina

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foi bolsista de Iniciação Científica com os projetos "Diálogos entre a dramaturgia contemporânea e o teatro clássico grego em OVO, de Renato Forin Jr." (2020-2021), pelo CNPq, e "A utilização do silêncio como deslocamento das convenções do gênero nos filmes de terror" (2022-2023), pela Fundação Araucária.

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Publicado

07.05.2026

Edição

Seção

Artigos