"UFF território livre de fascista": embates e combates políticos na disputa por sentidos
DOI:
https://doi.org/10.61358/policromias.2026.v11n1.72830Palavras-chave:
Análise do Discurso, Dessignificação, Testemunho de resistênciaResumo
Em maio de 2025, na Universidade Federal Fluminense, a entrada de um grupo alinhado à extrema-direita provocou uma série de confrontos entre tal grupo e a comunidade acadêmica, resultando em agressões físicas. Filiados à Análise do Discurso materialista, podemos dizer que esse embate/combate remete a uma memória de luta política ao mesmo tempo em que a atualiza em face das presentes condições de produção, a saber, a atualidade das formas de ocupação de grupos de extrema-direita em espaços públicos visando a fiscalizar supostas práticas ideológicas, registrá-las em vídeos e postar em suas redes sociais. Nesse ponto de encontro entre memória e atualidade, esse ‘acontecimento discursivo’ (Pêcheux, 2012 [1983]) produziu enunciados, materialidades significantes que este trabalho teve como objetivo analisar. Tai enunciados dão a ver, na materialidade da língua, diferentes posições em jogo. Dentre eles, uma faixa, afixada na entrada da Universidade, no dia seguinte ao ocorrido. A partir dos dizeres “UFF território livre de fascista”, um gesto de análise permite dizer que a faixa constitui uma forma de resistência no simbólico, ‘testemunho de resistência’ (Mariani, 2021) frente ao memoriável da violência.
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