Resumo
Este artigo explora a percepção de crianças e adolescentes sobre a violência urbana no Rio de Janeiro, a partir de relatos de participação social infantil. A pesquisa destaca a criança como sujeito central nas intervenções territoriais. A hipótese principal sugere que a violência urbana varia em
intensidade, dependendo das características sociodemográficas do território e da localização da escola, ampliando as desigualdades educacionais. Utilizando dados do Mapeamento Afetivo 2019,
com 13.466 crianças de 734 escolas, o estudo mostra o impacto emocional da violência, afetando
rotinas escolares e gerando medo, com intensidade maior em territórios e grupos específicos. O trabalho propõe políticas públicas para promover equidade, reconhecendo os espaços fora da
escola como educativos.
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