FORMAÇÃO ANTIRRACISTA: COMO DESCOLONIZAR OS CURRÍCULOS DAS GRADUAÇÕES DO CAMPO DA SAÚDE?
DOI:
https://doi.org/10.59488/98Resumo
A invisibilidade das questões étnico-raciais nos currículos acadêmicos no campo da saúde tem sido evidenciada, no entanto, nos dias atuais a formação é pautada num mito da democracia racial que apaga nossa história e determina que nossas condições de educação e saúde são iguais. Este ensaio tem como referências teóricas as bases epistemológicas afrocêntrica, afrodiaspórica e do feminismo negro, que auxiliam analiticamente as estruturas eurocêntricas na formação. O objetivo é refletir sobre a presença/ausência de referências/conteúdos sobre raça/racismo nos currículos dos cursos da graduação em saúde. O que encontra-se nos currículos é um conhecimento que promove o historícidio e o epistemicídio, fundamentados em um ensino colonialista. Pauta-se a necessidade de construir currículos localizando o racismo nos determinantes sociais em saúde enquanto fator estrutural, produtor da hierarquização social associada às vulnerabilidades em saúde, e que a história, cultura afro-brasileira, africana e indígena sejam componentes obrigatórios, garantidos em todas as ementas, racializando verdadeiramente os conteúdos de forma transversal.
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