Brasil e México: especialização comercial e composição dos fluxos ajustados por preços relativos (2002-2019)
Palavras-chave:
Brasil, México, Comércio internacional, Preços relativos, Especialização produtivaResumo
Este artigo analisa comparativamente a estrutura das exportações e importações do Brasil e do México entre 2002 e 2019, depurando os efeitos das variações de preços relativos. O objetivo é distinguir em que medida as mudanças observadas na pauta comercial refletem transformações estruturais ou apenas oscilações conjunturais de preços. Para tanto, os fluxos comerciais foram ajustados a partir dos preços relativos setoriais em relação ao total, permitindo isolar mudanças no volume de efeitos de valorização ou desvalorização de grupos específicos de produtos. Os resultados confirmam que os preços relativos afetam de forma significativa a interpretação da especialização comercial. No caso brasileiro, o processo de especialização regressiva é atenuado quando se desconta a valorização de commodities, em especial da agropecuária, que, desde 2017, supera alimentos, bebidas e fumo como principal grupo exportador. No México, a concentração no setor automotivo se mostra ainda mais intensa quando ajustada pelos preços relativos, já que a queda nos preços industriais reduz a participação setorial em valores correntes. Em ambos os países, as importações apresentam menor sensibilidade a preços,
mas confirmam forte dependência de bens intermediários e de capital de média-baixa e média-alta intensidades tecnológicas, notadamente insumos químicos, farmacêuticos e metálicos.
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