“Tudo foi se tingindo de vermelho”
a instância do sagrado em "Torto arado", de Itamar Vieira Junior
DOI:
https://doi.org/10.55702/3m.v30i61.67074Palavras-chave:
Torto Arado, Romance brasileiro contemporâneo, Corpo, Terra, SagradoResumo
A partir das relações tecidas entre literatura e sociedade discutidas por Antonio Candido (2006), o presente artigo aborda a tópica da representação do corpo feminino negro como materialização da memória, porém, concedendo enfoque ao corpo enquanto instância do sagrado. Dessa forma, a pesquisa se debruça sobre alguns aspectos do Jarê, religião de matriz africana, no intuito de traçar, no romance brasileiro contemporâneo Torto arado, de autoria de Itamar Vieira Junior (2019), a relação estabelecida na narrativa entre o sagrado e o corpo, que se configura em corpo-memória. Nessa sequência, compreende-se a própria manifestação cultural do Jarê como sinalizador de resistência. Logo, é possível perceber o corpo como um elemento central do romance, especialmente por estabelecer a conexão entre a memória, a terra e o ato de narrar.
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