A distância de resgate do mundo
o desencantamento radical em "Distancia de rescate", de Samanta Schweblin
DOI:
https://doi.org/10.55702/3m.v30i61.69763Palavras-chave:
Desencatamento, Ecocrítica, Narrativa Não-NaturalResumo
Este artigo propõe uma análise do romance Distancia de rescate (2014), da escritora argentina Samanta Schweblin, através do arcabouço teórico do desencantamento do mundo, conceito cunhado por Max Weber para descrever o processo característico da modernidade de racionalização e eliminação do mistério. A hipótese central é que a narrativa de Schweblin encena a consumação trágica e radical desse processo, no qual a lógica agrocapitalista, epítome da racionalidade instrumental, desencanta o mundo rural não apenas simbolicamente, mas materialmente, ao transformar os elementos naturais. Assim, a “distância de resgate” é a metáfora última do desencantamento: a do vínculo humano que se rompe diante da frieza calculista de um sistema que tudo transforma em recurso e resíduo.
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