Encruzilhadas do reencantamento

Exu como operador teórico na leitura de "Puçangas: uma história natural do amor enquanto pássaro", de Roque Ferreira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i61.69775

Palavras-chave:

Crítica exuística, reencantamento, epistemologias afro-diaspóricas, ontologia relacional, Roque Ferreira

Resumo

Este artigo analisa Puçangas: uma história natural do amor enquanto pássaro (2018), de Roque Ferreira, a partir da crítica exuística, gesto interpretativo enraizado na filosofia nagô e nas cosmopercepções afro-indígenas. Inspirada em Muniz Sodré, Leda Maria Martins e Édouard Glissant, essa abordagem toma Exu como operador da indeterminação e da encruzilhada. O objetivo é compreender como a obra, em diálogo com reflexões de Pedro Cesarino, Walter Benjamin e Max Weber, mobiliza oralidade, rezas e encantados como formas de reencantamento do mundo. Conclui-se que Puçangas desestabiliza categorias críticas ocidentais e propõe uma ontologia relacional que amplia os horizontes da teoria literária.

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Biografia do Autor

Marcos Alexandre do Amaral Ramos Júnior, Universidad Nacional de Colombia

Doutor em Letras (Universidade Federal do Espírito Santo), professor visitante no Departamento de Literatura da Universidade Nacional da Colômbia.

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Publicado

2026-09-09 — Atualizado em 2026-09-10

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