O voo do discurso

retórica e utopia em "Aves" de Aristófanes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i61.70103

Palavras-chave:

Aristófanes, Comédia Antiga, Retórica, Utopia

Resumo

Este trabalho investiga o uso retórico do discurso e a construção de utopias na comédia Aves, de Aristófanes. Partindo das relações entre retórica e engano — temas satirizados em várias peças do autor, especialmente em Nuvens —, busca-se compreender o tópos da palavra como elemento de persuasão e dissimulação. Em Aves, contudo, a palavra adquire uma dimensão dupla: se, por um lado, engana e seduz, por outro, torna-se capaz de instaurar novos espaços simbólicos, criando uma utopia crítica à Atenas do século V AEC.

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Biografia do Autor

Elvis Freire da Silva, Universidade Federal do Ceará

Mestre em Letras com ênfase em Literatura Comparada em Línguas Clássicas pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará e Especialista em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Leonardo Da Vinci (UNIASSELVI). Atualmente é doutorando em Literatura Comparada (UFC), desenvolvendo uma pesquisa intitulada “A questão da natureza nas comédias de Aristófanes”. É professor do curso de extensão “Pesquisa e Elaboração de Projetos para Pós-Graduação em Letras” no âmbito do projeto “Literatura Comparada em Sociedade: impacto, inserção e inclusão social”. É membro do grupo de estudos Núcleo de Cultura Clássica e atua sobretudo na área de estudos clássicos, com especial destaque para a comédia antiga.

Ana Maria César Pompeu, Universidade Federal do Ceará

Doutora em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (2004). Fez um estágio pós-doutoral na Universidade de Coimbra, em Portugal (2010). Atualmente, é Professora Titular da Universidade Federal do Ceará. Atua nos Programas de Pós-graduação em Letras (PPGLetras) e em Estudos da Tradução (POET). É líder do grupo de pesquisa/CNPQ/SBEC: Núcleo de Cultura Clássica. Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (2020-2021). Publicou Aristófanes e Platão: a justiça na pólis (2011), Dioniso matuto: uma abordagem antropológica do riso na tradução de Acarnenses de Aristófanes para o cearensês (2014), Acrópole, agora! Mulher, dentro! Homem, fora! Uma introdução à Lisístrata de Aristófanes (2018), Aristófanes, o dramaturgo da cidade justa (2019) e traduziu, de Aristófanes, Lisístrata (1998; 2010), Tesmoforiantes (2015), Cavaleiros (2017), e, de Plutarco, em colaboração, Epítome da comparação de Aristófanes e Menandro (2017). Organizou em colaboração os livros: O riso no mundo antigo (2012), Oralidade, Escrita e Performance na Antiguidade e Identidade e alteridade no mundo antigo (2013) e Grécia e Roma no Universo de Augusto (2015).

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Publicado

2026-09-09 — Atualizado em 2026-09-10

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