MICHAEL SANDEL E A SUPOSTA SUPERAÇÃO DA TIRANIA DO MÉRITO
Resumo
Este artigo examina as limitações ontológicas da crítica de Michael Sandel à meritocracia, com foco na obra A Tirania do Mérito. Argumenta-se que, embora Sandel rejeite uma concepção forte de agência, associada à ideia de que somos inteiramente responsáveis pelo próprio sucesso, ele não rompe com uma concepção restrita, segundo a qual parte do esforço individual permanece sob controle do agente e fundamenta algum grau de merecimento. Defende-se que essa permanência compromete a eficácia das propostas sandelianas, ao permitir a continuidade, ainda que atenuada, dos problemas morais e políticos típicos da meritocracia.
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