Imagens sublimes e temporalidades do trauma em Georges Didi-Huberman: imaginar o inimaginável
Resumo
O ensaio analisa a relação entre o sublime e o trauma na obra de Georges Didi-Huberman, focando sua defesa das imagens de Auschwitz contra o conceito de “inimaginável”. Em Imagens apesar de tudo, Écorces, Blancs soucis e Sortir du noir, ele valoriza quatro fotografias do Sonderkommando como testemunhos visuais que refutariam o negacionismo nazista, utilizando-as também para criticar o tabu da representação defendido por Lanzmann e Wajcman. Didi-Huberman rejeita o sublime de Lyotard como “estética negativa”, mas o ensaio argumenta que sua abordagem incorpora o sublime, ao tratar de silêncios e fraturas temporais como marcas do trauma. O ensaio realiza uma leitura crítica da paradoxal ausência do conceito de sublime em meio a uma profusão de montagens de imagens sublimes, interpretando a obra de Didi-Huberman como uma “imagem dialética” que enfrenta a catástrofe histórica da Shoah.
Palavras-chave: Sublime; trauma; Shoah; testemunho; memória.
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