Antes do passado entre a vontade genocidária e o poder do reliquat

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DOI:

https://doi.org/10.1590/1517-106X/2026e75354

Resumen

O presente artigo propõe, através da leitura e da análise da narrativa de memória Antes do passado: o silêncio que vem do Araguaia (2012), de Liniane Haag Brum, uma reflexão sobre a possibilidade do luto da família Brum em relação à desaparição forçada de Cilon Cunha Brum, guerrilheiro do Araguaia, pela via da literatura, uma vez que a obra é constituída pela hibridez composicional (Seligmann-Silva, 2009) na condição de produção testemunhal. No entanto, para além da literatura, há uma interdição do luto na questão do massacre da Guerrilha do Araguaia por ser circunscrito pela “vontade genocidária” (Nichanian, 2012), que impede a historicização do evento (Vecchi, 2014), havendo então uma tensão entre a possibilidade e a impossibilidade de atravessar esse sangrento episódio da recente história nacional.
Palavras-chave: Guerrilha do Araguaia; Liniane Haag Brum; luto; memória; testemunho.

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Publicado

2026-09-17

Número

Sección

Dossiê