La fortune de Victor Hugo dans les révolutions chinoises modernes (1900-1949)
Resumo
Le présent article se focalise sur le rôle multidimensionnel de Victor Hugo dans les révolutions chinoises modernes, afin d’éclairer les mécanismes profonds des échanges littéraires sino-français dans la première moitié du xxe siècle. En adoptant une approche diachronique, l’article distingue trois grandes phases au cours desquelles l’influence de l’écrivain français se manifeste successivement dans l’éveil des consciences contre l’empire des Qing, dans la quête d’une littérature moderne, puis dans la résistance contre l’invasion japonaise. Il est enfin démontré que, loin d’être un simple transfert textuel, la réception de Hugo a constamment répondu aux besoins locaux, s’imposant comme un acteur actif des transformations révolutionnaires de la société chinoise. À travers ce cas exemplaire, cette contribution entend révéler la subjectivité chinoise dans l’assimilation des ressources occidentales et ouvrir des pistes pour penser les dialogues transculturels.
Mots-clés : Victor Hugo ; réception ; Chine ; révolution ; modernité.
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