Crítica e teatro na Rússia do Século XIX: a polêmica em torno da peça A Tempestade

Auteurs

  • Sonia Branco Soares UFRJ

Résumé

Entre os anos 30 e 40 do seÌculo XIX a produção literaÌria francesa

dos feuilleton, da physiologie, e da eÌcole freÌneÌtique alcança grande sucesso nos meios intelectuais da RuÌssia influenciando decisivamente seus escritores, sobretudo a eÌcole freÌneÌtique atraveÌs dos escritores Balzac, Hugo, EugeÌ€ne Sue e Alexandre Dumas, cujas obras eram amplamente debatidas nos ciÌrculos literaÌrios russos. Inicia-se nessa eÌpoca um deslocamento desde a influeÌ‚ncia da literatura romaÌ‚ntica alemã e da filosofia idealista para a aproximação realista associada ao romantismo social franceÌ‚s. A observação da vida cotidiana, da sua vulgaridade e do seu aspecto traÌgico são caracteriÌsticas que foram então assimiladas e em seguida transformadas pela literatura russa no sentido da construção de um humor que oscila entre o horror e a comeÌdia. GoÌgol eÌ provavelmente o autor que mais longe levou essa oscilação produzindo uma ficção por muitos considerada mais grotesca que real. EÌ nesse espiÌrito, nomeado pelo criÌtico BeliÌnski como “escola natural”, que escreve o dramaturgo OstroÌvski. A historiografia literaÌria circunscreve esse periÌodo aos anos 1842 -55 e aponta para o fato de que a designação “escola” não daÌ conta da variedade das obras que surgiam nessa eÌpoca. EÌ importante assinalar que a “escola natural” nada tem em comum com o “naturalismo” franceÌ‚s. Pretende-se inicialmente como um movimento engajado no processo de russificação da physiologie francesa., isto eÌ, aproximar o povo das vaÌrias facetas da RuÌssia, e o escritor do verdadeiro entendimento das coisas e do espiÌrito russo, estando assim bem definidos no manifesto de BeliÌnski. 

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Références

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Publiée

2007-09-30

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Artigos