O silêncio de Rimbaud
Abstract
Façamos da distração parte do método e deixemos que uma leitura despreocupada -- o folhear, a olhadela -- traga à luz uma frase propriamente anônima: O Silêncio data de 1873. Destituída de sua negação, além de estropiada em seu sentido e contexto1, a frase cumprimenta-nos com uma verdade insólita. Ora, Rimbaud, é claro, não inventou o silêncio, o Silêncio com letra maiúscula, todo e qualquer silêncio. Ele inclusive não silenciou completamente, mas somente retirou-se de uma dinâmica de produção artística e poética; só calou sua voz, e mesmo somente uma parcela desta, precisamente aquela a que conferimos sempre a maior importância.
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Riferimenti bibliografici
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