O Banquete do Algoritmo: comer e resistir em tempos de desinformação

Autores

  • Rosana Lobato da Cunha Dias

Resumo

Este artigo analisa a alimentação como campo estratégico de disputa informacional em contextos marcados pela aceleração tecnológica, pela desinformação e pela crise ecológica. A partir do conceito de “banquete do algoritmo”, investiga-se como a história da alimentação no Brasil — atravessada por colonialidade, industrialização e desigualdades — é reconfigurada por regimes algorítmicos contemporâneos, capazes de estruturar o gosto, o consumo e o poder sob a aparência de neutralidade técnica. Ancorado na Ciência da Informação e em diálogo com estudos críticos da Inteligência Artificial,   e epistemologias não coloniais, o artigo compreende a desinformação alimentar como fenômeno histórico e estrutural. Argumenta-se que a padronização alimentar, intensificada por monoculturas e algoritmos, empobrece fluxos cognitivos e simbólicos, contribuindo para a exaustão dos recursos do planeta. Por fim, propõe-se o ato de comer como forma de resistência informacional, política e ecológica, articulando justiça informacional, agroecologia e valorização de saberes tradicionais.

 

Palavras-chave: Ciência da Informação; Desinformação; Alimentação; Inteligência Artificial; Justiça Informacional.

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Publicado

2026-08-25