A pesquisa em Sociolinguística Histórica
um olhar para as peças teatrais alagoanas
DOI:
https://doi.org/10.24206/lh.v12i1.70031Palavras-chave:
Sociolinguística Histórica, Variedade alagoana, Constituição de amostra, Peças de teatro, Estudos diacrônicosResumo
Uma das maiores problemáticas postas para pesquisas em fontes históricas é a disponibilidade de material, haja vista, muitas vezes, a sua escassez ou, quando da existência de material, sua fragmentação. Tendo isso em vista, o presente artigo objetiva apresentar uma metodologia de organização de uma amostra de peças teatrais de autores alagoanos, evidenciando o tratamento sócio-histórico dado a esse material para posteriores análises de fenômenos linguísticos variáveis. Para tanto, o trabalho está embasado à luz do aparato teórico-metodológico da Sociolinguística Histórica (Romaine, 2009 [1982]; Conde Silvestre, 2007) e da Teoria da Variação e Mudança Linguística (Weinreich; Labov; Herzog, 2006 [1968]; Labov, 2008 [1972]). Foram coletadas 124 peças teatrais alagoanas. No entanto, após aplicação dos critérios período, peças teatrais alagoanas, peças de autoria única, quantidade de personagens (peças dialogadas) e peças teatrais adultas, com personagens animados, restaram, para a composição final da amostra, 54 peças teatrais alagoanas. Essas peças pertencem aos séculos XIX, XX e XXI, com mais de 370 personagens, de 18 autores alagoanos – 16 do sexo masculino e 2 do sexo feminino. Ainda para auxiliar na reconstrução sócio-histórica da amostra coletada, organizou-se a amostra considerando, quanto aos personagens presentes no texto dramático, as variáveis sexo, ocupação, etnia, grau de instrução, fase da vida e classe social.
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