Vinho, enoturismo e racialidade: o caso do “samba da uva”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70051/mangt.v6.e72433

Palavras-chave:

Vinho, Enoturismo, Negritude, Práticas Afrocentradas., Samba, Gastronomia

Resumo

Na busca de valorar as práticas enoturísticas existentes no cenário vitivinícola brasileiro, este trabalho possui como foco a difusão do atrativo turístico “Samba da Uva”, elemento mais significativo no espaço interseccional de gênero, raça e produção e difusão de vinhos brasileiros. Para tanto, através de um estudo de caso, buscou-se reconhecer como vem sendo desenvolvida a atividade turística, qual a sua relação como espaço de valorização das culturas negras, além de compreender como se dão as práticas envolvidas. Assim, compreendeu-se que o “Samba da Uva”, que ocorre no Rio Grande do Sul, no Sítio Rosa do Vale, quebra com os estereótipos eurocentrados sobre enoturismo, trazendo elementos pautados na negritude, como a presença do samba para a pisa das uvas, e se propõe a utilizar-se do contexto kemético nas suas práticas atuais e futuras de conduzir a vitivinicultura. A presença de tais práticas no contexto em questão remonta a ideias de negritude e de compreensão de que a história da uva, do vinho e do enoturismo deve ser contada por mais do que apenas pelas hegemonias.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marianna Pozzatti, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil

Gastróloga e Tecnóloga em Alimentos, Sommelier, Especialista em gestão na Gastronomia, Mestre e Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Docente do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

Downloads

Publicado

20-10-2026

Edição

Seção

Dossiê temático: enoturismo e gastronomias