O vinho que não brinda: desejo, silêncio e a luta de classes na taça brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70051/mangt.v6.e73276

Palavras-chave:

Gastronomia, Vinho, Distinção Social, Semiótica, Cultura Brasileira

Resumo

O vinho ocupa posição relevante na cultura brasileira, extrapolando sua condição de bebida para atuar como signo cultural associado à distinção social, à identidade e à produção de significados. Este estudo investiga como o vinho é representado na cultura brasileira e de que maneira articula relações entre classe, poder, desejo e pertencimento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e interpretativa, fundamentada na Análise de Conteúdo e na Semiótica Discursiva. O corpus é composto pelas canções Vinho e Cálice, pelo romance Dom Casmurro, pelo filme Estômago e pelas telenovelas Vale Tudo e A Próxima Vítima. Os resultados indicam que o vinho assume funções simbólicas distintas conforme o contexto discursivo em que é mobilizado, atuando como marcador de distinção social, metáfora do desejo e da subjetividade, instrumento de resistência política e mecanismo de diferenciação cultural. Conclui-se que o vinho constitui uma importante chave interpretativa para compreender as relações entre cultura, poder e identidade na sociedade brasileira.

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Publicado

20-10-2026

Edição

Seção

Dossiê temático: enoturismo e gastronomias