Entre copos, cuias e taças: colonialidades e resistências nas bebidas brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.70051/mangt.v6.e73291Palavras-chave:
Colonialidade, Gastronomia, Bebidas tradicionais, Epistemologias do Sul, Cultura alimentar brasileiraResumo
Este artigo analisa as relações entre colonialidade, apagamento e resistência cultural presentes na produção, regulamentação e valorização das bebidas tradicionais brasileiras. Objetiva identificar como estruturas históricas e simbólicas hierarquizam essas manifestações e de que forma elas se mantêm e se reafirmam. Como referencial teórico, adota-se os estudos sobre colonialidade do poder, patrimônio cultural e gastronomia. Metodologicamente, utiliza-se análise documental, etnografia interpretativa e análise discursiva de normativas, relatos e materiais acadêmicos. Os resultados indicam que há uma valorização desigual, que privilegia padrões externos em detrimento de saberes locais, embora existam estratégias de resistência por parte de produtores e comunidades. Conclui-se que as bebidas tradicionais são expressões vivas de identidade e merecem reconhecimento que supere visões reducionistas.
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