Retomada da vitivinicultura nas Missões: a herança jesuítico-guarani e as conexões patrimoniais
DOI:
https://doi.org/10.70051/mangt.v6.e73407Palavras-chave:
Gastronomia, Vinho, Enogastronomia, Missões Jesuítas, Patrimônio Cultural, SignoResumo
Este artigo investiga a retomada da vitivinicultura na região das Missões (RS), analisando a construção de uma identidade que visa integrar a enologia, o patrimônio histórico e a enogastronomia. O território, que representa a "certidão de nascimento" da atividade vitícola no estado (datada de 1626), atravessa um renascimento produtivo na região, que tem sua visibilidade potencializada pelo marco do quadricentenário missioneiro (1626-2026). O objetivo central é identificar como as vinícolas articulam os patrimônios materiais e imateriais da região das Missões com seus vinhos. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa e exploratório-descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica, análise documental e análise semiótica. Os resultados revelam que o vinho pode atuar como um elo de integração patrimonial, para resgatar os símbolos de resistência e de ancestralidade, que fortalecem a gastronomia típica e o turismo patrimonial. A valorização dessa identidade histórico-cultural, cujas representações - como a do índio Sepé Tiarajú - estão presentes nos rótulos dos vinhos da região, abrindo um espaço estratégico para o enoturismo e o desenvolvimento territorial, a partir do esforço coletivo em representar as Missões e o seu patrimônio.
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