Trends in Cerebrovascular Disease Mortality in Northeast Brazil

An Ecological Study (2014–2023)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46979/rbn.v62i3.73841

Resumo

Introdução: As doenças cerebrovasculares (DCV) representam uma das principais causas de óbito e incapacidade no Brasil, impondo elevados custos sociais e econômicos, especialmente em regiões com desigualdades assistenciais marcantes.

Objetivo: Analisar a tendência temporal e o perfil epidemiológico da mortalidade por doenças cerebrovasculares na Região Nordeste do Brasil (2014–2023).

Métodos: Estudo epidemiológico de série temporal com abordagem quantitativa. Utilizaram-se dados de óbitos do SIM/DATASUS e projeções populacionais do IBGE. Foram calculadas taxas de mortalidade por 100.000 habitantes, estratificadas por estado, sexo e faixa etária. A análise de tendência foi realizada pelo modelo de regressão linear de Prais-Winsten para cálculo da Variação Percentual Anual (APC).

Resultados: Registraram-se 278.696 óbitos no período. A maior parte ocorreu em indivíduos acima de 70 anos (68,21%) e no sexo masculino (50,37%). O Piauí apresentou a maior taxa média (179,53/100 mil) e o Rio Grande do Norte a menor (106,52/100 mil). Observou-se tendência decrescente na taxa total (148,69 em 2014 para 127,64 em 2023), assim como em sete estados. Bahia e Sergipe apresentaram tendências estacionárias. Houve declínio significativo para ambos os sexos (APC: -1,83% homens; -2,56% mulheres) e em faixas etárias acima de 50 anos, enquanto o grupo de 40-49 anos permaneceu estável.

Conclusão: Embora a mortalidade por DCV apresente queda na maioria do Nordeste, a estabilidade em certos estados e o elevado ônus em idosos evidenciam disparidades regionais. É urgente o fortalecimento da Atenção Primária e da rede de urgência neurológica para mitigar esses indicadores.


Palavras-chave: Transtornos Cerebrovasculares; Mortalidade; Estudos de Séries Temporais; Epidemiologia; Nordeste Brasileiro.

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Publicado

01-10-2026