Resumen
Este artículo analiza el discurso de la blancura presente en la defensa de Sarí Corte Real, condenada por el delito de abandono de persona vulnerable con resultado de muerte, tras el abandono de Miguel Otávio Santana da Silva, un niño negro de 5 años, en julio de 2020. El análisis aborda los conceptos de blancura y adultocentrismo en la defensa de la acusada, basándose en la perspectiva de la infancia como una construcción social, con énfasis en epistemologías de las relaciones étnico-raciales y críticas al adultocentrismo. La principal fuente de datos es un dictamen jurídico elaborado por Cláudio Brandão, solicitado por Sarí, con el objetivo de eximirla de cualquier responsabilidad penal. El estudio identificó una construcción discursiva centrada en la criminalización de la víctima.
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