Ronda noturna
o Deus misterioso e providencial no diário de Thomas Merton
DOI:
https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.69888Keywords:
Thomas Merton, Diários, Mistério, Providencialismo cristãoAbstract
O monge, escritor e ativista social Thomas Merton (1915–1968) escreveu diários por três décadas, de sua conversão ao catolicismo romano (1938) até sua morte. No presente artigo, analisa-se “Vigília contra incêndio” (5 de julho de 1952), dos mais extensos registros em tais diários. Deseja-se demonstrar como, no citado texto, Merton associou a narração de noite passada como vigilante noturno na abadia trapista do Gethsemani a reflexões sobre sua trajetória religiosa e também acerca da natureza misteriosa e providencial do Deus cristão.
Downloads
References
AUERBACH, Erich. Mímesis: a representação da realidade na literatura ocidental. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2002.
CASCUDO, Luís da Câmara. Lendas brasileiras: 21 histórias criadas pela imaginação de nosso povo. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1988.
COFRATERNITY OF CHRISTIAN DOCTRINE. New American Bible. Nova York/Oxford: Oxford University Press, 2006.
COSTA, Marcelo Timotheo da. Tapeçarias: a escrita de si nos diários mertonianos. In: BINGEMER, Maria Clara (org.). Thomas Merton: a clausura no centro do mundo. Petrópolis: Vozes; Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2018, p. 103–114.
DAGGY, Robert (ed.). Dancing in the water of life: seeking peace in the hermitage. Nova York: Harper San Francisco, 1997. (Journals, v. 5).
ENOUT, João Evangelista (Tradução). A Regra de São Bento. 2. ed. Juiz de Fora: Mosteiro da Santa Cruz, 1998.
GARRIGOU-LAGRANGE, Reginald. Las tres vías y las tres conversiones. Barcelona: Editorial Poliglota, 1936.
HADOT, Pierre. Philosophy as a way of life: Spiritual exercises from Socrates to Foucault. Oxford: Blackwell, 1995.
HERWEGEN, Idelfonso. Sentido e espírito da Regra de São Bento. Rio de Janeiro: Lumen Christi, 1953.
LABRIE, Ross. The unanswered question in Thomas Merton’s ‘Fire Watch’. Christianity & Literature. Baltimore: Johns Hopkins University Press, v. 52, n. 4, p. 557–568, jun.–set., 2003. DOI: https://doi.org/10.1177/014833310305200407
McGINN, Bernard. Modern mystics: an introduction. Nova York: Herder&Herder, 2023.
MERTON, Thomas. The Asian Journal. Nova York: New Directions, 1975.
MERTON, Thomas. The seven storey mountain. Nova York: Harcourt Brace, 1998.
MERTON, Thomas. The sign of Jonas. Nova York: Harcourt Brace, 1981.
MONLOUBOU, L.; DU BUIT, F. M. Dicionário bíblico universal. Aparecida: Santuário; Petrópolis: Vozes, 1997.
MONTALDO, Jonathan (ed.). Entering the Silence: becoming a monk and a writer. Nova York: Harper San Francisco, 1997. (Journals, v. 2).
MOTT, Michael. The seven mountains of Thomas Merton. New York: Harcourt Brace, 1993.
OTTO, Rudolf. O sagrado. Os aspectos irracionais na noção do divino e sua relação com o racional. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, Petrópolis, 2007.
PENIDO, Basílio. A escolha de Deus: comentário sobre a Regra de São Bento. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Christi, 1997.
RODRIGUES, Djalma. O paradoxo cristão: história e transcendência em Alceu Amoroso Lima. São Paulo: Loyola, 1994.
SHANNON, W. et al. The Thomas Merton encyclopedia. Nova York: Orbis Books, 2002.
SOCIEDADE BÍBLICA CATÓLICA INTERNACIONAL. A Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 1985.
VAN DEN ABBEELE, Georges. Travel as metaphor: from Montaigne to Rousseau. Mineápolis/Oxford: University of Minnesota Press, 1992.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Marcelo Timotheo da Costa

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).