As terceiras margens do rio
Rosa, Nascimento, Veloso
DOI :
https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.70119Mots-clés :
Guimarães Rosa, Milton Nascimento, Caetano Veloso, literatura, sagradoRésumé
Nos anos 1990, uma canção de Caetano Veloso e Milton Nascimento, intitulada “A terceira margem do rio”, estabeleceu uma importante intertextualidade com o conto homônimo de Guimarães Rosa, mas também com a obra máxima do escritor, Grande Sertão: Veredas. Diante disso, o objetivo do presente artigo é analisar a canção a partir da triangulação das obras individuais de Rosa, Milton e Caetano, buscando compreender o ponto de interseção entre seus universos. Do mesmo modo, a presença de tensões entre uma perspectiva realista e os elementos místicos, míticos ou simplesmente misteriosos que atravessam o conto e a canção também serão objeto de investigação. Por fim, o entendimento da própria canção como terceira margem entre a música e a literatura, bem como entre a criação artística e a interpretação do mundo, completa a reflexão aqui proposta.
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