António Manuel Hespanha, o Antigo Regime luso e a historiografi a brasileira

notas sobre um diálogo transatlântico

Autores/as

  • Antônio Carlos Jucá UFRJ

Palabras clave:

Antonio Manuel Hespanha, Historiografia, Antigo Regime

Resumen

Em fevereiro do ano passado, Hespanha publicou o que acabaria por ser seu último livro, Filhos da terra (2019). Não foi pensado como último e de forma alguma representa um balanço de sua obra. Representa, isso sim, o estágio final de sua reflexão, e por isso nos interessa aqui. Nessa obra, ele se dedica a analisar as comunidades mestiças que compunham o que foi denominado de “Império na sombra”, ou seja, aquelas que, mesmo estando fora dos domínios formais do Império, consideravam-se (e/ou eram consideradas) “portuguesas”. Na introdução, Hespanha revela que buscou inicialmente fazer uma análise institucional de tais comunidades, mas logo percebeu que esta era inadequada para estabelecer os traços mais característicos de sua organização e da definição de sua identidade. As instituições formais de governo e o direito ofi cial cediam lugar aí a “processos mais difusos de organizar e de dominar”

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Publicado

2026-03-29

Número

Sección

Resenhas