As figuras da crueldade e da indireção em Freud e Derrida

Autores

  • Victor Maia UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.59488/tragica.v19i2.75219

Resumo

Este trabalho tem como horizonte uma leitura das relações entre crueldade, soberania e indireção em Freud e Derrida. Busco destacar como Derrida convoca a psicanálise como um saber sem álibi diante da crueldade, isto é, como um discurso capaz de pensar a crueldade sem reduzi-la a um desvio moral, a um excesso social ou a uma categoria metafísica. Dialogando com Freud, especialmente com seus textos sobre a guerra, o mal-estar e a economia pulsional, tento pensar a crueldade em sua inscrição psíquica e política, articulada às formas da soberania, da violência e do poder. No entanto, a resposta possível à crueldade não assume aqui a forma de uma supressão direta ou de um programa ético-político. Ao contrário, ela passa por caminhos indiretos de ligação, desvio, identificação e amor. A indireção se deixa entrever, nesse sentido, como figura não soberana de resposta ao outro e como possibilidade frágil de pensar a eticidade própria da psicanálise.

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Publicado

2026-08-17

Como Citar

MAIA, Victor. As figuras da crueldade e da indireção em Freud e Derrida. Trágica: Estudos de Filosofia da Imanência, [S. l.], v. 19, n. 2, p. 75–89, 2026. DOI: 10.59488/tragica.v19i2.75219. Disponível em: https://www.revistas.ufrj.br/index.php/tragica/article/view/75219. Acesso em: 23 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos publicados em fluxo contínuo