Mundo Mangue: teoria do jogo, simbiose e florestania para uma arte-educação ambiental

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n51.15

Palavras-chave:

Teoria do jogo, Simbiose, Florestania, Biointeração, Práticas arte-ciência

Resumo

O artigo partilha minha colaboração como artista-pesquisador voluntário na Mundo Mangue, oficina continuada sobre ecossistemas de manguezais, poluição costeira e a baía de Guanabara, conduzida em 2023 pelo Projeto Uçá, da ONG Guardiões do Mar, com estudantes de ensino médio do Colégio Estadual Hilka de Araújo Peçanha, em Itaboraí. Junto com a equipe de educação ambiental do projeto, formada por biólogues e educadores, propus uma série de práticas que dialogassem com o programa do curso, em movimento que investigou uma arte-educação ambiental por meio da realização de jogos. Partindo de contribuições históricas à teoria do jogo, feitas por Johan Huizinga e Roger Caillois, bem como pelos jogos teatrais de Viola Spolin e pelos viewpoints de Anne Bogart e Tina Landau, penso os jogos que compuseram a oficina como uma forma de experimentar no corpo conceitos como os de simbiose, proposto por Lynn Margulis; florestania, proposto por Ailton Krenak; e biointeração, proposto por Antônio Bispo dos Santos. O artigo é costurado pela descrição de alguns dos jogos do programa da oficina, que podem ser experimentados em contextos variados.

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Biografia do Autor

Ricardo Cabral Pereira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É artista-pesquisador da cena e da performance, doutor e mestre em artes da cena pela UFRJ, onde atualmente é professor substituto do curso de graduação em direção teatral. Sua tese recebeu o prêmio Friperj/Faperj/IPP de teses sobre o estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

10-09-2026