v. 32 n. 51 (2026): Ruínas em regeneração

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A arte e a arquitetura têm uma longa trajetória comum, tendo se separado como disciplinas autônomas apenas na modernidade, em meio à especialização e à autonomização dos campos do conhecimento na sociedade ocidental de modo geral. Em tempos de urgências sociais e climáticas, quando se faz premente nutrir as ‘artes de viver nas ruínas’ dessa mesma modernidade que gestou o atual estado catastrófico, devemos olhar novamente para essa relação em um novo esforço para regenerar os territórios e as formas de vida devastados pelos extrativismos.

Como sugere Donna Haraway, as colaborações interdisciplinares e interculturais são fundamentais para somar esforços com o objetivo de fazer com que o chamado Antropoceno seja o mais curto e tênue possível. Apresentamos, assim, investigações que apontem para maneiras pelas quais as artes, as arquiteturas e outros saberes das ciências humanas e biológicas possam colaborar produtivamente na reparação das ruínas – concretas ou metafóricas, materiais, ecológicas, sociais ou simbólicas – que hoje abundam em nossas paisagens.

Publicado: 10-09-2026

Edição completa

Editorial

  • Ruínas em regeneração

    1-9
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.1

Entrevista

Artigos

  • Sapucaia tecnológica e a coleta de coisas brancas

    Luiza Dideco
    57-77
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.3
  • O enigma do HU

    Joana Traub Cseko
    78-100
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.4
  • Coreografias subterrâneas: ruína e silício

    Sofia Caesar
    101-119
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.5
  • Da Terra ao ar: Ruína, voo, recipientes na obra de Brígida Baltar

    Vanessa Santos Ximenes
    120-134
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.6
  • Como possivelmente endereçar a uma entidade alien – por que não?

    Rodrigus Pinheiro
    135-154
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.7
  • Escutar as ruínas: notas sobre práticas sonoras em contextos instáveis

    Jovani Dala Bernardina
    155-170
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.8
  • O perecível e o descartável em Cildo Meireles, Krajcberg e Tunga

    João Cicero Teixeira Bezerra
    171-197
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.9
  • Um encontro com as ruínas

    Fabíola Fonseca
    198-221
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.10
  • Ruínas do visível: uma abordagem pós-antropocêntrica da materialidade das imagens

    Fernanda de Souza Oliveira
    222-244
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.11
  • Vegetação nas ruínas: desafios e possibilidades para a conservação do patrimônio

    Laís Hanson Alberto Lima
    245-269
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.12
  • Deriva numa paisagem em ruínas: coexistências possíveis entre humanos e não-humanos

    Lia Maestrelli Bizzo
    270-282
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.13
  • Entre o acervo e a circulação: o cartão-postal como ruína

    Ana Paula Garcia Costa
    283-295
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.14
  • Mundo Mangue: teoria do jogo, simbiose e florestania para uma arte-educação ambiental

    Ricardo Cabral Pereira
    296-320
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.15

Dossiê

  • Dossiê Ruínas em regeneração: práticas latino-americanas em meio às ruínas físicas e epistemológicas

    André Leal
    322-330
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.16
  • Infraestudio: entre a arte e a arquitetura em meio às ruínas

    Anadis Gonzalez, Fernando Martirena; André Leal
    331-352
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.17
  • Atlas do Chão: constelação Chãos Ferais

    Ana Luiza Nobre, David Sperling, Lili Carr
    354-373
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.18
  • Morte e vida na arquitetura - fim como questão

    Gabriel Martucci, Cesar Jordão
    374-400
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.19
  • Habitar ruínas e deslocar escombros – notas sobre o teatro ambiental do Grupo Erosão

    Fernando Codeço, Julia Naidin
    401-428
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.20

Tradução

  • Superfícies iridescentes: reflexões sobre arte e petróleo

    Heather Davis; André Leal
    430-441
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.21
  • Colonialidade póstuma e (pós-)vida decolonial: reparação interminável e remediações (im)possíveis

    Giulia Grechi; Natália Quinderé, Pedro Caetano Eboli
    442-457
    DOI: https://doi.org/10.60001/ae.n51.22