Colonialidade póstuma e (pós-)vida decolonial: reparação interminável e remediações (im)possíveis

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n51.22

Palavras-chave:

Espelho-museu, Colonialismo, Patrimônio, Coleção etnográfica, Antimuseu, Ordem simbólica

Resumo

O ensaio expõe traços coloniais que sustentam os museus europeus e suas coleções etnográficas hoje. Para tanto, Giulia Grechi desenvolve seu argumento por meio de uma montagem de referências de trabalhos de arte, pandemia de covid-19 e a ausência de visitantes em exposições, violência policial contra pessoas negras e precarização de trabalhadores de instituições museológicas. Diante dessa teia, a escritora ensaia algumas balizas que deveriam nortear o trabalho no museu contemporâneo e o trabalho do etnógrafo.

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Biografia do Autor

Giulia Grechi

É antropóloga, curadora e professora de antropologia cultural e antropologia da arte na Accademia di Belle Arti di Napoli. Doutora em teoria e pesquisa social pela Università La Sapienza di Roma, desenvolve pesquisas nas áreas de estudos culturais e pós-coloniais, museologia e arte contemporânea, com foco nas heranças culturais do colonialismo. É cofundadora da Roots Routes, revista independente de cultura visual, e da rede ativista Yekatit12-19febbraio. Participou de diversos projetos internacionais sobre museus, memória colonial e práticas transculturais. Entre suas obras publicadas estão La rappresentazione incorporata (Mimesis, 2016), Decolonizzare il museo (Mimesis, 2021) e Disimparare (Gli Ori, 2024).

Natália Quinderé

É artista, faz curadorias, pesquisa e escreve sobre arte e seus arredores. Organiza um grupo de performance em dança, chamado seis gentes (2021-), com a participação de artistas que vivem na cidade do Rio de Janeiro. 

Pedro Caetano Eboli, Universidade Estadual de Campinas

Trabalha com curadoria, pesquisa e ensino. Graduado, mestre e doutor em artes e design, hoje é pesquisador de pós-doutorado no PPG em Multimeios da Unicamp, com bolsa Fapesp (processo 2024/07416-2).

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Publicado

10-09-2026