Colonialidade póstuma e (pós-)vida decolonial: reparação interminável e remediações (im)possíveis
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n51.22Palavras-chave:
Espelho-museu, Colonialismo, Patrimônio, Coleção etnográfica, Antimuseu, Ordem simbólicaResumo
O ensaio expõe traços coloniais que sustentam os museus europeus e suas coleções etnográficas hoje. Para tanto, Giulia Grechi desenvolve seu argumento por meio de uma montagem de referências de trabalhos de arte, pandemia de covid-19 e a ausência de visitantes em exposições, violência policial contra pessoas negras e precarização de trabalhadores de instituições museológicas. Diante dessa teia, a escritora ensaia algumas balizas que deveriam nortear o trabalho no museu contemporâneo e o trabalho do etnógrafo.
Downloads
Referências
AGAMBEN, Giorgio. Nudità. Roma: Nottetempo, 2009.
AMSELLE, Jean-Loup. Il museo in scena: L’alterità culturale e la sua rappresentazione negli spazi espositivi. Milano: Meltemi, 2017.
ANDERSON, Benedict. Imagined communities: reflections on the origin and spread of nationalism. London: Verso, 1983.
BODO, Simona. Requiem per il museo samaritano? Una provocazione. Agenzia Cult. 2022. Disponível em: https://www.agenziacult.it/notiziario/requiem-per-il-museo-samaritano-una-provocazione/. Acesso em 18 maio 2026.
CIMOLI, Anna Chiara. Prefazione. In: GRECHI, Giulia. Decolonizzare il museo: mostrazioni, pratiche artistiche, sguardi incarnati. Milano: Mimesis, 2021.
CLASSEN, Constance; HOWES, David. The museum as sensescape: Western sensibilities and Indigenous artifacts. In: EDWARDS, Elizabeth; GOSDEN, Chris; PHILLIPS, Ruth (org.). Sensible objects: colonialism, museums and material culture. Oxford/New York: Berg, 2006.
CLIFFORD, James. The predicament of culture: twentieth-century ethnography, literature, and art. Cambridge: Harvard University Press, 1988.
CLIFFORD, James. Routes: travel and translation in the late twentieth century. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1997.
CLIFFORD, James. On the edges of anthropology. Chicago: Prickly Paradigm Press, 2003.
CONNERTON, Paul. How societies remember. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.
DELISS, Clémentine. The metabolic museum. Berlin: Hatje Cantz, 2020.
FOOT, John. La repubblica dei matti. Milano: Feltrinelli, 2014.
GREGOS, Katarina; MEESSEN, Vicent. Personne et les autres. Catalogue of Belgian Pavilion at the 56th Venice Biennial. Veneza, 2015.
GROSFOGUEL, Ramón. Rompere la colonialità: razzismo, islamofobia, migrazioni nella prospettiva decoloniale. Milano: Mimesis, 2017.
HALL, Stuart. Whose heritage? Un-settling “The Heritage”, re-imaging the post-nation. Third Text, London, v. 13, n. 49, p. 13-25, 1999.
HOOKS, bell. Elogio del margine. Milano: Tamu, 2020.
MAUSS, Marcel. Le tecniche del corpo. Trad. e ed. Michela Fusaschi. Pisa: ETS, 2017.
MBEMBE, Achille. Politiques de l’inimitié. Paris: La Découverte, 2016.
MODEST, Wayne. Introduction: Ethnographic museums and the double bind. In: MODEST, Wayne et al. (org.). Matters of belonging: ethnographic museums in a changing Europe. Leiden: Sidestone Press, 2019.
PRICE, Sally. Primitive art in civilized places. Chicago: University of Chicago Press, 1989.
RAICOVICH, Laura. Culture strike: art and museum in an Age of Protest. London: Verso, 2021.
RICOEUR, Paul. Ricordare, dimenticare, perdonare. Bologna: Il Mulino, 2004.
TAUSSIG, Michael. My cocaine museum. Chicago: University of Chicago Press, 2004.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Arte & Ensaios

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).