Ruínas do visível: uma abordagem pós-antropocêntrica da materialidade das imagens

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n51.11

Palavras-chave:

Arte, ciência e tecnologia, Imagem, Visualização de dados, Ruínas do visível, Materialidade

Resumo

A discussão aqui proposta insere as imagens em debates contemporâneos sobre o Antropoceno, colonialismo tecnológico, excepcionalismo humano e visualidade como campo de disputa. O texto propõe uma abordagem crítica pela noção de ruínas do visível, a qual assume que imagens são ruínas compostas por vestígios de ações e decisões preexistentes, cuja visualidade resulta de disputas simbólicas, materiais e políticas. Propõe-se, assim, pensar as imagens dentro de uma lógica cosmotécnica, capaz de pluralizar as ontologias da técnica e romper com o modelo eurocêntrico e antropocêntrico dominante. Nesse quadro, argumenta-se que as imagens operam como visualizações de dados, como agentes centrais nas transformações culturais, midiáticas e ecológicas do presente.

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Biografia do Autor

Fernanda de Souza Oliveira, Universidade Estadual de Campinas

É artista visual, pesquisadora e curadora no campo da arte, ciência e tecnologia. Atualmente é doutoranda em artes visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista Capes, desenvolvendo, sob orientação do professor doutor Cesar Baio, uma pesquisa sobre as contribuições dos artistas visuais para o campo científico e tecnológico da visualização de dados. É  mestra em artes visuais pela Unicamp (2023), especialista em fotografia: práticas artísticas e culturais pela Faculdade Armando Alvares Penteado (2018), bacharel em artes visuais: pintura, gravura e escultura pela Universidade Belas Artes de São Paulo (2015) e profissional em fotografia pela Escola Panamericana de Artes (2010). Site: www.fernandaoliveira.art.

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Publicado

10-09-2026