Vegetação nas ruínas: desafios e possibilidades para a conservação do patrimônio
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n51.12Palavras-chave:
Ruínas, Vegetação, Paisagem, ConservaçãoResumo
Ruínas são obras complexas. À medida que os elementos arquitetônicos vão se deteriorando, novos elementos, então biológicos, vão tomando seu lugar. Observamos que o conceito de ruína está atrelado à natureza por meio de um viés romântico que influencia a discussão sobre a conservação até hoje. Talvez possamos afirmar que a natureza está presente nas ruínas já desde sua valorização como paisagem, servindo de tema para obras pictóricas, construindo a noção do pitoresco principalmente a partir do século 19. Sobretudo no século 20, porém, a valorização da vegetação nas ruínas se tornou uma das questões centrais de preservação em países como Itália e Inglaterra e atualmente segue firme em debates teóricos e em abordagens práticas, como as verdant ruins, do English Heritage, e as pesquisas desenvolvidas em universidades italianas. Em países tropicais, como o Brasil, o desafio é ainda maior ao considerar que a vegetação, devido às características e condições climáticas, pode acelerar o processo de arruinamento, mas também é possível refletir sobre o tratamento dado às nossas ruínas patrimoniais, geralmente voltado para a retirada da vegetação, indagando se essa vegetação pode também agregar valores e, principalmente, exercer uma função protetiva, contribuindo para sua conservação.
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