Da Terra ao ar: Ruína, voo, recipientes na obra de Brígida Baltar
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n51.6Palavras-chave:
Brígida Baltar, Escultura, Voo, VazioResumo
Ao analisar trabalhos atravessados pela temática do voo de Brígida Baltar e de Yves Klein, percebe-se que em Brígida Baltar há uma construção feita ao longo do tempo, que vai da terra ao ar, e de sua trajetória, desde suas intervenções na arquitetura de sua moradia ao ato de coletar elementos naturais na paisagem, estendendo-se à série Esculturas Aladas, apresentadas na exposição O que é preciso para voar (Oi Futuro, Rio de Janeiro, 2011). No início de sua trajetória, essas ações construíram uma poética da ruína, na qual o corpo da artista operava como agente de intervenção no espaço arquitetônico; ao longo do tempo, entretanto, passou a denotar uma consciência da fragilidade e efemeridade dos meios em que escolhe trabalhar. Nesse sentido, o artigo traça um paralelo com o conceito de string figures desenvolvido por Donna Haraway, inspirado na teoria da bolsa de ficção apresentada por Ursula Le Guin. A partir dessa perspectiva teórica, o texto busca associar tal reflexão de Haraway a algumas obras de Brígida Baltar, investigando se a narrativa presente em seu trabalho se posiciona nessa inversão da narrativa heroica.
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Referências
BALTAR, Brígida. O que é preciso para voar. Texto Marcelo Campos. Versão John Norman. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2011.
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito da história. In Magia e técnica, arte e política - Obras escolhidas volume 1. Ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987.
CAMPOS, Marcelo. O que é preciso para voar. Rio de Janeiro: Oi Futuro, 2011 (catálogo).
HARAWAY, Donna. Ficar com o problema: fazer parentes no Chthluceno. Trad. Ana Luiza Braga. São Paulo: n-1 edições, 2023.
LE GUIN, Ursula K. A teoria da bolsa de ficção. Trad. Isabel Diégues. Rio de Janeiro: Cobogó, 2025.
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