Superfícies iridescentes: reflexões sobre arte e petróleo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60001/ae.n51.21

Palavras-chave:

Arte contemporânea, Petróleo, Iridescência, Cintilância

Resumo

O ensaio examina a relação entre arte e petróleo no Antropoceno, argumentando que os combustíveis fósseis não apenas sustentam materialmente a produção, circulação e exibição artística, mas também moldam nossa sensibilidade estética. Davis problematiza a “iridescência” do petróleo – sua beleza sedutora que oculta violências ecológicas – contrapondo-a à “cintilância” como vitalidade ancestral. A arte da petrocultura corre o risco de anestetizar percepções, transformando horror em espetáculo. A autora defende uma reflexão crítica sobre como as imagens podem denunciar sem replicar a lógica extrativista e lubrificante do petrocapitalismo, que opera tanto pela suavidade ilusória quanto pelas fricções da guerra.

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Biografia do Autor

Heather Davis, New School

É professora assistente de cultura e mídia na New School, Nova York, e seu trabalho parte da teoria feminista e queer para examinar ecologia, materialidade e arte contemporânea no contexto do colonialismo de ocupação. Seu livro mais recente, Plastic Matter (2022) explora a transformação da geologia, da mídia e dos corpos à luz da saturação do plástico.

André Leal, Universidade Federal do Rio de Janeiro

É arquiteto e urbanista pela FAU-USP e mestre e doutor em linguagens visuais pelo PPGAV/EBA/UFRJ, em que desenvolve pesquisa de pós-doutorado com bolsa Faperj Nota 10. É editor da revista Arte & Ensaios desde dezembro de 2023.

Referências

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Publicado

10-09-2026