Superfícies iridescentes: reflexões sobre arte e petróleo
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n51.21Palavras-chave:
Arte contemporânea, Petróleo, Iridescência, CintilânciaResumo
O ensaio examina a relação entre arte e petróleo no Antropoceno, argumentando que os combustíveis fósseis não apenas sustentam materialmente a produção, circulação e exibição artística, mas também moldam nossa sensibilidade estética. Davis problematiza a “iridescência” do petróleo – sua beleza sedutora que oculta violências ecológicas – contrapondo-a à “cintilância” como vitalidade ancestral. A arte da petrocultura corre o risco de anestetizar percepções, transformando horror em espetáculo. A autora defende uma reflexão crítica sobre como as imagens podem denunciar sem replicar a lógica extrativista e lubrificante do petrocapitalismo, que opera tanto pela suavidade ilusória quanto pelas fricções da guerra.
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