Penso em meu pequeno fim: a doença na poesia de Sebastião Uchoa Leite
Resumo
Partindo de uma reflexão inicial sobre alguns dos traços mais significativos da poética de Sebastião Uchoa Leite, ancorados em procedimentos desmetaforizantes, humorados e irônicos, este artigo volta-se à obra do autor para as investigar as figurações da doença em parte de sua obra poética. Através da análise de poemas publicados em A uma incógnita (1991) e A ficção vida (1993), examinam-se os procedimentos empregados por Uchoa Leite para formalizar a transposição de uma vivência íntima para o campo poético a partir da enfermidade e da corrosão corporal. O artigo identifica, ainda, possíveis disjunções entre poesia e vida no processo de ficcionalização do adoecimento do poeta.
Palavras-chave: Sebastião Uchoa Leite. Poesia brasileira contemporânea. Literatura e doença.
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