O texto clássico no renascimento e o novo regime de leitura e tradução

Ifigênia em Áulis por Erasmo de Rotterdam

Autores

  • Julia Annido Nunes UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.55702/medievalis.v15i1.73762

Palavras-chave:

Renascimento, Ifigênia em Áulis, Erasmo de Roterdã, Teatro grego, Recepção

Resumo

Este trabalho analisa a recepção da tragédia grega no Renascimento, focando na tradução latina de Ifigênia em Áulis, de Eurípides, realizada por Erasmo de Rotterdam. Parte-se da hipótese de que o período humanista estabeleceu um novo regime de leitura que transformou a tragédia de um evento ritual em um objeto literário e intelectual, mediado por práticas de tradução e juízo crítico. Fundamentada nas reflexões de François Hartog sobre regimes de historicidade, a pesquisa investiga como as escolhas vocabulares de Erasmo racionalizam e moralizam o conflito trágico, adaptando o pathos grego às preocupações éticas e retóricas da modernidade. Conclui-se que a recepção de Eurípides não foi uma simples transmissão de legado, mas uma reinterpretação ativa que reinscreveu o texto clássico em um novo horizonte de leitura, fundamental para a constituição da tradição literária ocidental.

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Publicado

2026-08-21

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Seção

Artigos