A espada sob a égide de Alá

a conquista de Al-Andalus e a Guerra de Reconquista vistas pelo prisma muçulmano

Autores

  • Jefferson Matos da Silva PUC-PR

DOI:

https://doi.org/10.55702/medievalis.v15i1.75368

Palavras-chave:

Al-Andalus;, providencialismo islâmico, Reconquista, Kitāb Attārīkh, Ibn Ḥabīb

Resumo

O presente artigo analisa a conquista de al-Andalus (711 d.C.) e a posterior perda desse território pelos muçulmanos, processo conhecido como Reconquista cristã, sob a perspectiva islâmica, tendo o providencialismo como categoria analítica central. O argumento sustentado é o de que a narrativa muçulmana sobre esses dois momentos históricos foi estruturada em torno de uma lógica providencialista coerente: a vitória de 711 foi apresentada como expressão direta da vontade de Deus, e a derrota posterior, como punição pelas divisões e transgressões internas da comunidade islâmica. Para a análise dessa perspectiva, utiliza-se como fonte primária o Kitāb Attārīkh de Abdulmalik Ibn Ḥabīb (m. 853 d.C.), na tradução anotada de Mamede Jarouche (2017), complementada pela crônica de Ibn Adhari. Como fontes secundárias, recorre-se a Demant (2020), Hourani (1994), Conrad (s.d.), González Jiménez (2000) e Nogueira (2001). A metodologia combina análise historiográfica, em suas dimensões externa e interna, com leitura hermenêutica-interpretativa das fontes. Conclui-se que a religião operou, na narrativa islâmica, como o principal sistema de significação dos acontecimentos históricos, tanto nas vitórias quanto nas derrotas.

 

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Publicado

2026-08-21

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Artigos